Resistencia ou cardio: o que priorizar
Quando o assunto é emagrecimento com medicamentos GLP-1, a resistência ganha um peso específico. Uma revisão publicada em 2024 na revista Diabetes Care analisou como os medicamentos baseados em incretinas afetam a composição corporal. Os dados são claros: até 40% da perda de peso durante o tratamento pode ser massa magra, e não gordura, quando a atividade física não faz parte da rotina.
Esse é um dado que merece atenção. Perda de massa muscular não é apenas uma questão estética. Músculo é metabolicamente ativo, o que significa que ele queima calorias mesmo em repouso. Quanto menos músculo você tem, mais devagar seu metabolismo funciona, e isso cria um ciclo que dificulta a manutenção do peso perdido.
Para quem está em tratamento com GLP-1, a prioridade deve ser o treino de força pelo menos duas vezes por semana. Isso não significa levantar os maiores pesos da academia. Significa desafiar os músculos de forma progressiva, seja com halteres, elásticos ou até mesmo o peso do próprio corpo. Musculação com pesos livres ou elásticos ajuda a preservar e até construir massa muscular durante o emagrecimento.
O cardio ainda tem seu espaço, mas a ordem importa. Jensen SBK et al. publicaram em 2024 um estudo no EClinicalMedicine que mostrou que participantes que mantiveram exercícios aeróbicos e de resistência durante o uso de agonistas de GLP-1 tiveram melhor composição corporal após um ano sem tratamento ativo. Isso significa que começar pela resistência e depois adicionar cardio produz melhores resultados do que fazer apenas este último.