Nos últimos anos, os peptídeos para pele conquistaram espaço crescente nas rotinas de cuidados faciais. Substâncias como GHK-Cu e colágeno peptídeo aparecem em soros, cremes e suplementos com promessas de rejuvenescimento. Mas será que esses compostos funcionam da mesma forma? E mais importante: qual faz sentido para você?
Entenda as diferenças entre GHK-Cu e colágeno peptídeo para a pele, como cada um atua e o que a ciência diz.
O Papel dos Peptídeos na Fisiologia da Pele
A pele é um órgão dinâmico. Suas células se renovam constantemente, num ciclo que gira em torno de 28 dias em adultos jovens. Peptídeos funcionam como sinais moleculares que permitem a comunicação entre essas células. Porém, conforme envelhecemos, a produção natural desses mensageiros diminui.
Depois dos 30 anos, o corpo reduz gradualmente a fabricação de componentes estruturais da pele. A produção de colágeno cai cerca de 1% ao ano, o que impacta diretamente a aparência e a saúde dérmica. Por isso, muitas pessoas buscam alternativas para suprir essa carência.
Existem diferenças importantes entre peptídeos endógenos, aqueles que o corpo produz naturalmente, e os exógenos, que vêm de fontes externas como suplementos ou formulações tópico.
Acompanhe o nível estimado de cada dose e saiba a hora certa de aplicar.
Ver no appGHK-Cu — O Que É e Como Funciona
GHK-Cu é um tripeptídeo formado por glicina-histidina-lisina, ligado a cobre. Pesquisadores descobriram essa molécula na década de 1970, isolando-a a partir de plasma humano. Desde então, o composto chamou atenção por sua capacidade de se ligar a receptores específicos em fibroblastos cutâneos.
Quando aplicado ou ingerido, o GHK-Cu стимулируе células responsáveis pela produção de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos. O estudo de Pickart et al. (2013) demonstrou que GHK-Cu pode ativar genes associados a processos de reparo tecidual. Porém, vale notar que a meia-vida do GHK-Cu quando aplicado topicamente tende a ser curta.