O corpo humano possui um sistema de defesa sofisticado, mas quando essa máquina começa a operar em modo contínuo, surge o que pesquisadores chamam de estresse imunológico. Diferente de uma infecção aguda — aquela gripe que dura uma semana —, o estresse imunológico representa uma ativação crônica ou desregulada da resposta imune, muitas vezes invisível nos exames tradicionais.
Esse quadro aparece com mais frequência à medida que envelhecemos, num fenômeno descrito como inflammaging: uma inflamação de baixo grau, persistente, associada ao envelhecimento biológico. Somam-se a isso problemas de integridade intestinal, como a chamada gut leakiness, onde a barreira do intestino deixa de funcionar como deveria, permitindo a passagem de substâncias que deveriam permanecer confinadas no trato gastrointestinal.
Diante desse cenário, comunidades interessadas em biomodulação passaram a investigar peptídeos biologicamente ativos como possíveis ferramentas de modulação — não de supressão pura da resposta imune, mas de ajuste fino. E entre esses compostos, o BPC-157 ganhou destaque particular nos últimos anos.