Por Que Seus Níveis de NAD+ Caem e O Que Isso Afeta no Corpo Todo
Você já deve ter ouvido falar em NAD+ em algum contexto de longevidade ou energia celular. A molécula funciona como um cofator essencial em reações de redução-oxidação mitocondrial — sem ela, a célula simplesmente não consegue gerar ATP de forma eficiente. E aqui está o problema: a partir dos 40 anos, os níveis de NAD+ começam a cair de forma consistente. Estudos que analisaram tecido muscular e hepático indicaram reduções significativas em pessoas entre 40 e 60 anos.
Quando o NAD+ diminui, três sistemas importantes sofrem impacto. Primeiro, a produção energética mitocondrial fica comprometida. Segundo, o reparo de DNA via PARP perde eficiência. Terceiro, as sirtuínas — enzimas que dependem do NAD+ para funcionar — têm sua atividade reduzida. Isso inclui desde SIRT1 até SIRT7, cada uma desempenhando funções distintas na regulação metabólica celular.
A comunicação entre núcleo e mitocôndria também é afetada quando o NAD+ cai. Pesquisadores conseguem medir isso observando a expressão de genes ligados ao metabolismo mitocondrial, que tende a diminuir com a idade. Um estudo publicado no periódico Cell em 2013, de Gomes e colaboradores, mostrou justamente essa correlação entre níveis de NAD+ no tecido muscular e idade cronológica em humanos — a perda começa a ficar evidente a partir da terceira década de vida.
É nesse cenário que muitos pesquisadores passaram a investigar formas de manter os níveis de NAD+ mais estáveis. E é aqui que entra a conversa sobre peptídeos.