O que é apneia do sono e como ela é diagnosticada
A apneia obstrutiva do sono acontece quando as vias aéreas superiores colapsam total ou parcialmente durante o sono, provocando pausas respiratórias repetidas. Essa definição aparece em materiais da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e da American Academy of Sleep Medicine (AASM), duas referências no assunto.
Existem três tipos principais. A obstrutiva tem causa física, com a passagem de ar bloqueada. A central acontece quando o cérebro deixa de enviar o comando de respirar com a regularidade necessária. A mista combina as duas. A obstrutiva é a mais associada ao peso corporal, e por isso concentra a maior parte das pesquisas sobre canetas.
O diagnóstico usa a polissonografia, exame feito em laboratório, ou a polissonografia domiciliar, em casos selecionados. O resultado principal é o índice de apneia-hipopneia (IAH), que conta quantos eventos acontecem por hora de sono. A diretriz da AASM sobre diagnóstico costuma considerar um IAH de 5 eventos por hora associado a sintomas, e classifica a gravidade em faixas de leve, moderada e grave. Os cortes são revisados ao longo do tempo, então o valor vigente deve ser checado na própria diretriz.
Alguns sintomas costumam passar despercebidos. O sono não reparador, a sonolência durante o dia, a dor de cabeça ao acordar e a noctúria (levantar à noite para urinar) estão entre os mais comuns. Para triagem, existe a Escala de Epworth, um questionário de oito situações em que a pessoa avalia a chance de cochilar. Pontuações acima de 10 são usadas com frequência como sinal de sonolência excessiva, mas a escala serve para triagem e não fecha diagnóstico.
Vale procurar um médico antes de testar qualquer coisa por conta própria. Um especialista em sono ou um pneumologista pode pedir o exame certo, interpretar o IAH e dizer se a caneta faz sentido no seu caso. Começar um medicamento sem esse passo pode atrasar um diagnóstico importante.