A semaglutida virou assunto em qualquer roda de conversa sobre emagrecimento. Desde que os resultados do programa STEP demonstraram que o medicamento pode ajudar na redução significativa de peso, a procura explodiu no Brasil e no mundo. Só que o acesso não é simples para todo mundo. O Wegovy, formulação específica para obesidade, chegou ao mercado brasileiro com um preço que faz muita gente procurar alternativas mais baratas. E é aí que entra o mercado informal das "canetinhas".
Entenda por que cresce a procura por semaglutida fora das farmácias regulamentadas e quais os perigos reais dessa prática para quem busca emagrecer.
O que está acontecendo com a semaglutida no Brasil atualmente
A semaglutida é um análogo do GLP-1 aprovado pela ANVISA e está disponível no Brasil em duas formulações principais: a injetável, conhecida como Wegovy, e a oral, o Rybelsus. Ambas exigem prescrição médica e são reconhecidas pela comunidade científica como ferramentas que podem ajudar no tratamento da obesidade.
O problema é que o custo mensal do tratamento com a versão industrializada fica muito acima do que uma parcela importante da população consegue pagar. Quando um medicamento custa o equivalente a uma fração considerável do salário mínimo, ele simplesmente não é uma opção viável para quem precisa dele.
A demanda cresce de forma acelerada desde que os estudos clínicos demonstraram resultados expressivos. Muita gente que tentou de tudo para emagrecer encontra na semaglutida uma esperança real, mas esbarra no preço ou na dificuldade de acesso via sistema público de saúde. Essa defasagem entre necessidade e disponibilidade alimenta um mercado paralelo que só cresce.
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