O que é o GLP-1 e por que o corpo precisa dele
Quem pesquisa GLP-1 natural costuma encontrar promessas de alimentos que «ativam» esse hormônio como um remédio. Para separar o que é fato do que é marketing, o ponto de partida é entender o que o próprio corpo faz. O GLP-1 é uma incretina, um hormônio liberado pelo intestino depois das refeições. As células L, concentradas no íleo distal e no cólon, são responsáveis pela produção.
Esse hormônio tem três ações principais. Ele estimula a insulina de forma dependente da glicose, ou seja, age com mais força quando o açúcar no sangue está alto. Também retarda o esvaziamento do estômago e envia sinal de saciedade ao cérebro. As revisões de Daniel Drucker e de Timo Müller descrevem essas funções com mais detalhes.
O grande limite está no tempo. A enzima DPP-4 degrada o GLP-1 em poucos minutos, e é por isso que o corpo depende de liberação a cada refeição. A semaglutida foi modificada para resistir à DPP-4 e para se ligar à albumina, uma proteína do sangue, o que prolonga sua ação. A bula da semaglutida, consultada no Bulário Eletrônico da ANVISA, descreve uma meia-vida longa, de vários dias. Essa distância entre minutos e dias explica por que nenhum alimento reproduz a força de um análogo. Se essa diferença ainda parece abstrata, acompanhe a diferença que a PeptPro costuma explicar, com exemplos simples do dia a dia.